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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Estampa apodrecida

Os dias se vão tão rapidamente!
Como posso agarra-los?
Não há... Como...

A mudança imperturbável
Sempre o mesmo céu
Dia após dia
Noite após noite
E eu vou apodrecendo por fora

Não é a beleza que eu venere
É a juventude
A velhice da face que não combina com a juventude da alma.
Eu queria mostrar a juventude da alma
Outra vez estampada em meu rosto.

A estampa apodrecida
O véu que cobre meu rosto
Eu deveria ser uma cobra
E trocar de pele com certa insistência.
Eu gostaria.

A estampa apodrecida
Rachada, completamente rachada
Fina e terrível de se ver.

Tudo em vão
Só posso olhar a foto que me atormenta
E lembra-me dias gloriosos 
Lembra-me que os dias estão se esgotando.
E eu não posso mais ser o que fui.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Infelicidade

A minha infelicidade consiste
Em nada acontecer novamente
Nem mesmo em minha mente

Nada do que fui
Nenhum momento inocente
Pode renascer outra vez
Repetir outra vez
Em minha mente

Cântaros de água jorram
Sob minha face
Nenhuma memória
Apenas o nada
E a dor de não possuir
Nada

Nada...

domingo, 24 de agosto de 2014

Sangue

Outra vez o sangue abandona-me
Caminhando para a inexistência.
Eu sou a vida
A vida escrava 
Da qual você quis libertar-se
Do que escolher a mim.

sábado, 23 de agosto de 2014

Vento

Beije-me
Beije-me o quanto puderes
Vento indolente
E afável

Beije-me com todo seu ódio.
Fortemente.
Beije-me com todo seu carinho.
Suavemente.

Beije-me, beije-me aos montes,
Beije-me honestamente e friamente,
Nesse rosto de dor
Beije-me loucamente,
Antes que esse corpo não sinta mais calor

Aproveite
Enquanto puderes,
Minha pele e meus cabelos,
Meus olhos e minhas mãos,
E dance comigo.
Sob as ondas de meus cabelos
Você conduz a musica,
Tristemente
Pela ultima vez.

Antes que o abismo me traga minhas asas
E meu coração se exploda de amor uma ultima vez,
Antes que eu possa mergulhar nas águas mais profundas

Da dor

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Voltando

E você voltou para mim novamente.
Fervendo
Você voltou para me matar novamente
Mutilando

Você voltou para mim novamente

O passado
Tão destruidor
Do qual eu não posso fugir.
Com seus olhos ocultos

Você, eu não posso fugir
Não que eu queira
Mas eu não consigo ir
Não consigo deixar dessa prisão.
Você é tudo o que quero

Passado, por que embebeda-me com um simples olhar?
Por que é mais forte que minha vontade?
Por que suas palavras são tão fortes?
Atraiu-me para sua armadilha mortal
De lábios enganosos
Lábios maravilhosos
De dor e desespero.

E você voltou para mim novamente.
Fervendo
Você voltou para me matar novamente
Mutilando

Você voltou para mim novamente

O passado
Tão destruidor
Do qual eu não posso fugir.
Com seus olhos ocultos

Você, eu não posso fugir
Não que eu queira
Mas eu não consigo ir
Não consigo deixar dessa prisão.
Você é tudo o que quero

Passado, por que embebeda-me com um simples olhar?
Por que é mais forte que minha vontade?
Por que suas palavras são tão fortes?
Atraiu-me para sua armadilha mortal
De lábios enganosos
Lábios maravilhosos
De dor e desespero.

De lábios enganosos
Lábios maravilhosos
De dor e desespero.
De lábios enganosos
Lábios maravilhosos
De dor e desespero.
De lábios enganosos
Lábios maravilhosos
De dor e desespero.
Dos quais eu sempre voltarei.
Desejando mais.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Sol

Esculpindo tão rapidamente
O sol caindo
Tão lentamente
As cores nas quais se desfaz
Nenhuma câmera pode captar
Mas nossos olhos foram agraciados

Morrendo dia após o outro
É a morte bela
Talvez o sol venha nos mostrar que a morte é mais bela que o nascimento
E logo após todo o céu
Como em uma pequena cidade
Mostra pequenos pontos de luz brilhantes

Seu nascimento nunca é tão belo como sua morte
Pois no nascimento o sol sempre brilha
Sem aquela pausa de escuridão para relembrarmos mil vezes em nossas mentes
Suas cores.