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domingo, 27 de abril de 2014

Por ele mesmo

E quando meu coração tombar.
O que ele se tornará?

Um monte de pedras?
Cacos de vidros sem valor?
Ou cinzas que o vento leva para se desintegrar?

Meu coração morto
Sem piedade
Queimado
Perfurado
Petrificado
Por ele mesmo
Por seu descuido
Pela sua inocência 
Por sua culpa
Por ele mesmo
Roído pelo desespero

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Olhos verdes

Os olhos verdes
Que beijam os meus olhos
Em brilho inocente e fosco
Como as folhas do mato
Que encaram-me com indecência inocente 

Um verde que chega a ser translúcido e fosco ao mesmo tempo
As nuançes mudam
E os beijos também

Ah olhos cor de folha!
Por que perseguem-me?
Nunca param de me observar
Em suas desavergonhadas contemplações.

Brilhe!
O sol o torna mais belo e radiante!
Brilhe como a esmeralda
E continue a observar-me

domingo, 6 de abril de 2014

Meu coração

Talvez o que você não sabia
Que no seu abraço frio
E no meu abraço quente
Eu havia lhe dado meu coração

E você levou-o

Talvez,
Se você o notar
Espere-me!
Terei que atravessar o fino véu que está do outro lado do oceano
Para poder te achar
E então no seu quente abraço
E no meu desesperado abraço
Eu possa ter meu coração outra vez...

A Morte

Não choro mais
Como se eu vira-se uma estátua de mármore sujo e encardido
Desde quando eu me tornei insensível?
Talvez desde aquela vez...

Passei por tantas mortes
Mas eu não percebi
Que o veneno fez efeito
Desde quando eu me tornei insensível?
Talvez desde aquela vez...

As únicas lágrimas que posso mostrar
São as lágrimas do passado
E é como se eu recuperasse meu coração
Que está tão vazio agora...
Mais solitário do que nunca
Nessa multidão de felicidade falsa

Desde quando eu me tornei insensível?
Talvez desde a ultima morte
Ela foi lenta e dolorosa
A ferida que não se cura
Nunca mais
Para me destruir
E apodrecer
Lentamente...

domingo, 30 de março de 2014

Saudade maldita

Se pensas que eu o esqueci
Engana-se
Não o visito pelo meu amor próprio e minha preguiça serem maiores
A minha mesquinhez
De amá-lo tão fundo na alma
De dar-me uma fraqueza e não o vê-lo

Minha alma se consome
Pela saudade de ti
Esperando que quando não haja mais desculpas
Eu possa te ver novamente

Saudade!
Por que me consome?
Por que devora-me como devorou Werther?

Saudade!
Deixe-me!
Pare de destruir-me
E faça com que minha mesquinhez seja maior e eu esqueça do espectro que assombra minhas lembranças!

Deixe-me ser indiferente
Saia de mim saudade!
Abandone-me a alma!
Porque a dor da saudade é avassaladora 

quarta-feira, 26 de março de 2014

Pedido

Eu posso lembrar
Seu rosto com a expressão de quem está dormindo
Seus olhos cerrados
Como se a qualquer instante se abrissem

E como desejei!
Horas esperando em pé
Apenas te olhando
E desejando sua volta
Enganando meu coração

Como se fosse um sonho 
Eu não aceito sua partida
Acreditando que os sonhos são mais reais que a realidade
E a realidade um pesadelo

Apenas volte
Faça a realidade dos meus sonhos
Faça que eu sinta a melhor sensação do mundo
Estar com você

O querer e o não querer

Estou procurando
Não sei o que
Não sei onde 
Mas reviro desesperadamente
A minha alma!

Mas primeiro preciso analisar...
O que sou?
Por que sou assim?
Por que reajo desta forma?
A única pista que tenho é a dor

Impossibilitada de gostar de coisas fúteis 
Eu vivo no mais profundo mar de ferrugens
A água deste mar me corroe
Mas eu não me importo
Até gosto...

Preciso enfrentar
Não sei o que
Mas preciso acha a mim mesma e lutar
Lutar para que todos gostem de mim
E eu me odiar eternamente...

Preciso ser mentirosa
Preciso fingir
Preciso vender meu corpo e minha alma
Apenas para gostarem de mim...
O que farei com os destroços que restar?

Por mais que eu queira jogar minha armadura
Eu a quero loucamente
Com medo das batalhas que surgirem 
Meu escudo é minha defesa e ataque
A tudo o que ameaça-me