Total de visualizações de página

terça-feira, 10 de maio de 2016

Conduta frigida: manual de instruções.

Sua atenção fora captada,
mas pela pessoa errada,
você realmente provou meus olhares e eles foram tão frios...

Seu olhar melancólico e cansado
é isso o que eu mais gostei,
só os vi uma vez.
E ainda posso os ver.

Minha apatia continua a mesma
tentando esconder o que deve ser escondido.
Sentimentos são coisas destrutíveis,
Eu escolhi odiá-lo, para parar de amá-lo.
Destruir ao invés de construir.
Construir palavras.
Construir olhares.
Construir essências.

Isso se torna mais fácil,
mais fácil de não desejá-lo.

Ninguém consegue entender,
apenas ignoram
e galhofam do meu tipo.
Condição da qual sempre fui instruída a seguir.

Não conseguem ver?
São meros destruidores procurando ferir porque não conseguem olhar a própria dor
e chorar.

domingo, 24 de abril de 2016

Today, a poem... But not mine. "On leaving Newstead Abbey - Lord Byron"

Boa tarde, hoje postarei um poema de Lord Byron, meu poeta predileto.
Infelizmente sem tradução, direto do inglês, quando puder, o traduzirei. Dificilmente acho traduções de sua poesia, são poucos os poemas traduzidos, mas me delicio a cada leitura. Boa leitura aos amantes do inglês!
Good afternoon, today I will send a poem about Lord Byron, my favourite poet.
Unfortunately without translate into portuguese (my blog is to portuguese speakers). I hardly ever find translation of Lord Byron's poems, but I can read in English and understand, if you read about me in this blog, you will discovery that I'm brazilian and English/Portuguese teacher.

On leaving Newstead Abbey
"Why dost thou build the hall, Son of the winged days?
Thou lookest from thy tower to-day; yet a few years, and the
blast of the desart comes: it howls in thy empty court. " - Ossian

1
Through thy battlements, Newstead, the hollow winds whistle:
Thou, the hall of my Fathers, art gone to decay;
In thy once smilling garden, the hemlock and thistle
Have choak'd up the rose which late bloom'd in the way.

2
Of the mail - cover'd Barons, who, proudly, to battle,
Led their vassals from Europe to Palestine's plain,
The escutcheon and shield, which with ev'ry blast rattle,
Are the only sad vestiges now that remain.

3
No more doth old Robert, with harp-stringing numbers,
Raise a flame, in the breast, for the war-laurell'd wreath;
Near Askalon's towels, John of Horistan slumbers,
Unnerv'd is the hand of his minstrel, by death.

4
Paul and Hubert too sleep in the valley of Cressy;
For the safety of Edward and England they fell:
My fathers! the tears of your country redress ye:
How you fought! how you died! still her annals can tell.

5
On Marston, with Rupert, 'gainst traitors contending,
Four brothers enrich'd, with their blood, the bleak field;
For the rights of a monarch their country defending,
Till death their attachment to royalty seal'd.

6
Shades of heroes, farewell! your descendant departing
From the seat of his ancestors, bids you adieu!
Abroad, or at home, your remembrance imparting
New courage, he'll think upon glory and you.

7
Though a tear dim his eye at this sad separation,
"Tis nature, not fear, that excites his regret;
Far distant he goes, with the same emulation,
The fame of his fathers he ne'er can forget.

8
The fame, and that memory, still will he cherish;
He vows that he ne'er will disgrace your renown:
Like you will he live, or like you will he perish;
When decay'd, may he mingle his dust with you own!

1803[First publ., December 1806]

Byron, Lord. Selected Poetry of Lord Byron. Edited by Leslie A. Marchand. Introduction by Thomas M. Disch. Notes by Jeffery Vail. The Modern Library. New York, 2001.


Sorry if I wrote something wrong, because the letter is too small. Desculpem-me se eu escrevi errado, porque a letra está muito pequena!

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Janela 3

Essa é a que mais detesto,
A luz é artificial e fere meus olhos,
tento fechá-los, 
mas a luz é insistente.

Minha face se comprime com esta superfície,
e não consigo respirar,
é sufocante.
Esse azul maldito.

Janela 1

A lua,
Que ilumina entre todas as frestas,
Embora seja fraca,
É suficiente para enxergar-se.

Eu ando no silêncio,
Tudo o que ouço são meus passos
Esmagadores contra a terra.

Andei por tanto tempo,
Que raramente me canso,
Desta paisagem.
A luz que passa por cada fresta dos galhos,
arranham meu rosto sem dor.

À luz do luar toca minha mão,
sem dizer nada,
No mais absoluto silêncio.
E ali eu permaneço.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Paredes

As paredes azuis escondem uma vez as cores vermelhas que a decoraram.
O vermelho por sua vez, esconde o verde impregnado até a última célula.
Baldes foram jogados, um de cada vez sobre as paredes.
E todas as vezes cada cor, camufla a outra,
E ninguém nunca sabe o que aconteceu.

Não é o azul claro como céu,
mas sim a sua cor escura.
Quisera eu que tivessem estrelas,
mas apenas há sujeira.

Sujeira junto da tinta,
animais que deixaram seus cadáveres
junto á tinta,
que oculta tudo.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Você

Os cabelos desgrenhados e emplumados perpassam sobre mim,
o aroma de perfume possui meus sentimentos,
e dilacera,
dilacera a ínfima lembrança
daqueles tempos em que o coração batia.

Um misto de desesperança e amor
é tudo o que sinto.
Seus olhos queimam os meus,
o verde transmuta minha alma estéril,
algo nasceu e morreu em minha alma,
os dois simultaneamente.

E não sei para que direção ir
apenas abaixo os olhos e queima-se os lábios.
Petrifico-me.

O preço da glória(segundo eu)

Depois de tanto tempo e não a querendo mais,
a glória vem abençoar minha vida.
Eu pedi sua benção tantas vezes,
e nunca isso me fora concedida.
Por outro lado, a indesejada, desgraça
agraciou-me com sua benção,
algo desprezível que quando finalmente aprendi a apreciá-la,
a glória invejosa tentou me seduzir.

Em vão, por sou uma devota fiel.
Tanto que vendi-me a desgraça,
agora tudo o que desejo mal,
se realiza meus desejos,
embora eu não deseje mais o que uma vez desejei,
não preciso mover um dedo
para ver todos abaixo de mim,
todos a quem uma vez a glória agraciou
e deixou-me a mercê da desgraça.

Pois bem, sou uma devota de sua inimiga,
embora ela não seja uma coisa boa,
passei a tolerá-la e até gostar,
pois foi ela que me fez ser a vencedora.